Luz, Forma e Cor 

Museu do Tesouro Real, Lisboa

12 a 18 de Setembro de 2026

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Curadoria de Francisco Lacerda

Palácio Nacional da Ajuda – Museu do Tesouro Real. Palácio Nacional da Ajuda, Calçada da Ajuda, 1300-012 Lisboa

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Artistas: Adelaide de Freitas, Ana Gonçalves, Carlos Barahona Possollo, Carol Welsch, Cristina Albaker, Daniel Schär, Dulce Carvalho, Isabel Soares dos Reis, Jessica Dunn, Marc Sarkis GulbenkianMaria João Vale, Marjori Salvagni, Martin Stranka, Mónica de Morais,  Rita AndradeRVieiraTeymur Rustamov

Programa

12/09/26

11:00 - Media & VIP

19:00 – Recepção* **

19:30 – Welcome drinks

20:30 – 21:30 - Visita 

22:00 Encerramento

13/09/26 - 18/09/26
10:00 – 18:00* 11€/Pessoa

*Museu 

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Sobre a exposição

Este projeto artístico explora a relação íntima entre as obras de arte contemporânea e ultracontemporânea em exposição e as joias e gemas do acervo do museu. Propõe, assim, uma reflexão profunda sobre a interseção entre arte, joalharia e gemologia, unidas através da tríade da Luz, da Forma e da Cor — três pilares fundamentais que, ao incidirem tanto sobre a tela, a fotografia, o desenho ou outro media, como sobre uma gema, moldam e transfiguram a nossa perceção visual.

A Luz
O fenómeno de metamerismo ocorre quando dois objetos diferentes aparentam partilhar exatamente a mesma cor sob uma determinada fonte de luz, mas revelam tons distintos assim que a iluminação se altera.
A Luz é, portanto, o fator decisivo tanto na arte e na joalharia como nas próprias gemas. A variação entre uma iluminação quente ou fria transfigura a nossa experiência da cor; é por isso que, no universo da gemologia, uma joia ou uma gema deve ser sempre apreciada sob uma fonte de luz artificial que simule a luz do dia. Esta análise, seja realizada em laboratório através de um microscópio estereoscópico ou no terreno com uma lupa de gemólogo de 10x, garante que a beleza, a pureza e os matizes reais da gema sejam fielmente observados.
Já no tempo de Plínio, o Velho (Gaius Plinius Secundus, 23–79 d.C.), a Luz era considerada fundamental no estudo das gemas. Ele foi o grande pioneiro na sistematização do conhecimento mineralógico do mundo antigo e, através do Livro XXXVII da sua monumental enciclopédia Naturalis Historia, escreveu aquele que é considerado o primeiro tratado estruturado de gemologia da história da humanidade. Mas foi também segundo Plínio, o Velho, que a pintura surgiu (segundo o famoso mito da Filha de Dibutades): no momento em que se circunscreve a sombra de um homem com linhas, a partir da imagem gerada pela projeção da luz contra uma parede, formando uma silhueta. Sem a luz não existe a sombra; sem a luz não existem a forma e a cor. Desta forma, Plínio, o Velho, surge como um dos autores de referência mais importantes para esta exposição. Portanto, na visão de Plínio, a pintura ocidental nasce em Corinto, Peloponneso da Grécia Antiga, impulsionada pelo amor e pela saudade, mas tecnicamente gerada através do jogo primordial entre a Luz, a Sombra e a Linha
Segundo o historiador de arte Victor Stoichita, autor do livro "A História da Sombra", explica que o mito de Plínio é vital porque estabelece que a arte ocidental nasceu como uma metáfora da ausência. O contorno da sombra serve para fixar a imagem de alguém que já não está lá. As pinturas, os desenhos e as fotografias têm, na sua grande maioria, uma forma e/ou uma cor. Afinal, a cor é a própria luz: o branco é a presença de todas as cores da luz, enquanto o preto é a ausência de luz. Fisicamente, o preto é a ausência; artisticamente, é a presença mais densa.


A Forma
O diálogo desta exposição move-se na fascinante tensão entre duas visões sobre a matéria: a de Rudolf Arnheim e a de Lancelot Law Whyte. Para Arnheim, herdeiro da Gestalt, a Forma e a Luz são indissociáveis, pois a forma só ganha vida através da perceção visual e do contraste que a iluminação proporciona ao olho humano. Já para Lancelot, a forma é uma assinatura estrutural autónoma, uma geometria intrínseca da natureza que existe no interior dos minerais. No entanto, é precisamente na gema e na obra de arte que estas duas perspetivas se fundem: a estrutura física e invisível da matéria (Lancelot) necessita da luz para se transfigurar em pura emoção visual e fenómeno estético (Arnheim).
Para Rudolf Arnheim, na sua obra Arte e Perceção Visual, a obra de arte transcende a condição de mero objeto estático para se fixar como o resultado de uma interação dinâmica entre o estímulo visual e a mente do observador. De acordo com os seus princípios da psicologia da Gestalt, o cérebro humano simplifica e organiza ativamente o caos visual do mundo exterior através de categorias, conceitos e tipologias de forma estruturadas. Entre estes mecanismos formais fundamentais, destacam-se as dicotomias e métodos de organização espacial que moldam a nossa perceção, tais como: a oposição entre a Forma Geométrica e a Forma Orgânica; a Forma de Orientação (Spatial Orientation); o chamado "Método Egípcio" ou Forma de Aspeto Puro (Orthogonal Form); a Forma de Sobreposição (Overlapping Form); a Forma de Distorção ou Deformação (Deformation); e, por fim, a Forma de Contraste Figura-Fundo (Figure-Ground).
Para Lancelot Law Whyte — físico, engenheiro e filósofo que chegou a colaborar diretamente com Albert Einstein —, a Forma funciona como o elo unificador absoluto entre a ciência, a natureza e a arte. Na sua obra Aspectos da Forma: A Forma na Natureza e na Arte, o autor defende que o cosmos não é constituído por 'matéria' isolada, mas sim por processos contínuos que geram formas e padrões. Sob esta ótica, quando um artista cria linhas, manchas abstratas ou representações figurativas numa tela, não está a inventar algo a partir do nada; a mente humana, enquanto parte integrante do ecossistema natural, limita-se a projetar exteriormente os mesmos princípios de ordem, simetria, tensão e crescimento que a natureza utiliza para moldar um cristal ou uma célula. A arte é, portanto, a própria natureza a criar formas através da consciência humana, onde a forma se liga intimamente ao conceito de padrão — aqui definido como uma configuração que se repete ou que obedece a uma lógica interna de organização.
Esta visão morfológica estende-se inclusivamente aos minerais amorfos, como a opala. Ao contrário do diamante ou do quartzo, estas gemas não possuem uma estrutura atómica geométrica e rigidamente ordenada, uma vez que o seu processo de formação foi interrompido de forma abrupta. A sua matriz reflete, sim, um padrão dinâmico e fluido que ficou 'congelado' no tempo.

A Cor
A cor desempenha um papel central na nossa perceção visual, sendo um fenómeno complexo gerado por comprimentos de onda de luz absorvidos, refletidos ou transmitidos pelos materiais através de interações óticas, químicas e biológicas. Estruturalmente, assenta nas cores primárias tradicionais (vermelho, azul e amarelo) que dão origem às secundárias, sendo a sua essência material conferida por pigmentos (orgânicos e inorgânicos) e corantes solúveis, cujas propriedades dependem de componentes moleculares chamados cromóforos e de fenómenos como a dispersão, a fluorescência ou a fosforescência.
No que diz respeito à origem química, a pigmentação das gemas é ditada pela presença de metais de transição como o crómio, o ferro, o cobre, o manganês, o titânio e o vanádio — sendo os grandes responsáveis pela cor nas gemas.  Uma gema não é identificada apenas pela sua cor; aliás, se associamos historicamente o rubi ao vermelho ou a safira ao azul, fazemo-lo por questões comerciais e culturais, e não por imperativo natural. No que diz respeito à origem química, a cor pode ser idiocromática, ou seja, inerente à própria fórmula fundamental do mineral (como a malaquite verde pelo cobre ou o peridoto pelo ferro), ou alocromática, designando gemas que, no seu estado puro, são completamente incolores. Na natureza, a maior parte destas variedades alocromáticas — como o corindo e o berilo — adquire as suas tonalidades vibrantes apenas quando pequenos traços de elementos cromóforos (os metais de transição) se infiltram na sua rede atómica, transformando o corindo incolor em rubi ou safira, e o berilo puro em esmeralda ou água-marinha. Para além deste processo geológico, muitas das gemas comercializadas na atualidade chegam ao mercado com pouca ou nenhuma cor, alcançando os seus matizes finais através de tratamentos artificiais, tais como o aquecimento térmico — que intensifica ou altera os tons — ou a radiação em laboratório, que induz centros de cor. Contudo, esta intervenção humana está longe de ser recente: na Antiguidade, o tratamento de gemas já era uma prática corrente e surpreendentemente sofisticada.
Historicamente, a pintura e a gemologia partilham uma ligação material profunda. Desde a Antiguidade até ao Renascimento, os artistas dependiam da moagem de pedras preciosas e minerais para obter as suas cores mais puras e duradouras: o lapislázuli, importado das minas do Afeganistão, era triturado para criar o azul-ultramarino — um pigmento mais caro do que o ouro e reservado por contrato para mantos divinos; a malaquite e a azurite davam origem a verdes e azuis profundos na pintura de paisagens; enquanto o cenábrio oferecia o vibrante vermelho-vermelhão que imortalizou os frescos de Pompeia.
Contudo, enquanto nas gemas a cor permanece um fenómeno puramente geológico e estrutural, na pintura e na fotografia contemporâneas ela resulta de uma sofisticada manipulação humana da matéria e da tecnologia. Na pintura atual, a cor provém de pigmentos — sejam partículas de origem mineral, orgânica ou sintética — suspensos em aglutinantes como o óleo ou o acrílico, que determinam o modo como a luz penetra e é refletida pela tela. Por sua vez, na fotografia, a cor deixa de ser uma substância física aplicada e passa a ser um registo direto da luz: na vertente analógica, nasce de reações químicas em camadas de emulsão fotossensível; na era digital, provém da tradução eletrónica da luz através de um sensor revestido por filtros cromáticos (RGB), que convertem os comprimentos de onda em píxeis.

O Curador: Francisco Lacerda

Sobre as Obras  

As obras selecionadas para esta exposição transitam livremente entre a fotografia, o desenho e a pintura. Embora pertençam a diferentes suportes e linguagens, encontram o seu ponto de união justamente na mestria com que manipulam a luz e a cor. Estabelece-se, assim, um diálogo — ora explícito, ora implícito — entre a cor, a arte, a natureza e a joalharia. Neste ecossistema criativo, tudo está interligado e tudo serve de estímulo. Afinal, os joalheiros sempre encontraram a sua maior herança e inspiração nos movimentos artísticos e nas formas efémeras da natureza. 

As três obras da artista Adelaide de Freitas ("A Deusa da Arte", "A Rainha da Sardinha" e "O Segredo das Pirâmides") são a personificação perfeita do que Arnheim estuda como o método egípcio e a orientação. Na pintura de Adelaide de Freitas, a Forma e a Cor convocam um território onde o mito, a imaginação e a exploração de realidades paralelas se fundem. Mais do que meras criações estéticas, a artista materializa personagens pictóricas de corte surrealista que parecem habitar outras dimensões e mundos paralelos ao nosso. Estas figuras, moldadas através do uso audaz de cores saturadas e fortes — como o azul, o vermelho, o laranja e o verde —, desafiam a visão egocêntrica de que a humanidade é a única expressão de vida no cosmos. São representações que convidam o espetador a refletir sobre a imensidão do universo e a existência de seres com formas que transcendem a imaginação humana.
No contexto desta exposição, a soberania destas personagens feitas de Luz e energia dialoga de forma fascinante com a joalharia dinástica do Museu do Tesouro Real. Se as insígnias e coroas de corte usavam o ouro e as pedras preciosas para materializar o poder absoluto e terreno dos homens, Adelaide de Freitas utiliza a Luz e a cor pura para coroar os seus próprios seres interdimensionais. O azul e o verde da sua paleta remetem para a nobreza dos esmaltes e das esmeraldas, enquanto o vermelho e o laranja incansáveis acionam a energia visual de gemas fenomenais. Esta abordagem aproxima-se do fulgor elétrico da espectrolite e do fenómeno da labradorescência, onde os clarões audazes de arco-íris e o magnetismo da cor funcionam como autênticas revelações de outros mundos, transformando a tela num portal para o infinito.

A obra “Ilhas” de Ana Gonçalves estabelece uma das pontes cromáticas e estruturais mais fascinantes da exposição, operando precisamente na fronteira onde a Forma e a Cor deixam de ser estáticas e passam a ser ditadas pela Luz. A sua composição apresenta uma transição fluida que transita entre os densos tons azuis do esmalte — que encontramos na imponência histórica da Placa da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa — e o verde profundo e magnético das esmeraldas, visível na Medalha das Três Ordens Militares. No eixo da Cor, esta passagem do azul para o verde não é acidental; a artista mimetiza o fenómeno gemológico do pleocroísmo ou da labradorescência, onde a matéria parece conter múltiplas formas cromáticas que se revelam consoante o movimento do observador. O azul do esmalte representa a cor fundida na superfície, o reflexo vítreo e controlado da luz sobre o plano. Já o verde emulado transporta-nos para o comportamento da luz no interior de uma esmeralda: uma cor que não é superficial, mas que nasce das profundezas da gema, filtrada pelas suas inclusões naturais que fragmentam a luz e conferem à pedra a sua textura viva.

A pintura "The mighty Pele” de Barahona Possollo funciona como um poderoso portal visual para a geodinâmica profunda e superficial da Terra, ilustrando a força motriz que conecta o manto terrestre à crosta e permitindo traçar um paralelo científico rigoroso com a génese dos materiais que compõem a alta joalharia do Museu do Tesouro Real.  Embora a atividade vulcânica comum sugerida na tela não gere diamantes diretamente, ela evoca o vulcanismo explosivo e ultra-profundo que ocorre a mais de 150 quilómetros de profundidade, onde magmas quimicamente distintos, como os kimberlitos e os lamproítos, serviram de "elevadores" para arrastar estas gemas de carbono estável e os seus xenólitos até à superfície a velocidades supersónicas, impedindo a sua transformação em grafite. Este fenómeno magmático específico deu-se maioritariamente no passado remoto do planeta, há cerca de 2,5 biliões de anos, concentrando-se nas porções mais antigas e estáveis das placas continentais — os cratões —, a partir dos quais a erosão milenar acabou por desmantelar as chaminés vulcânicas originais e dispersar os diamantes para depósitos secundários aluvionares em leitos de rios, praias e no fundo do mar. Em contrapartida, enquanto o ciclo profundo dos diamantes se encontra adormecido, a dinâmica das placas tectónicas continua ativamente viva e a gerar novas gemas coloridas exatamente neste instante em que o texto é lido. 

Cristina Albaker consegue, através da sua fotografia, apresentar um místico jogo de claros-escuros numa criação que mimetiza a delicadeza, a forma e a volumetria de um pendente de alta joalharia. A estrutura assemelha-se bastante a um diamante em estado bruto, tal como quando é retirado da rocha matriz de kimberlito, exibindo superfícies texturizadas e pontas clivadas. Simultaneamente, a sua silhueta alongada remete para a sofisticação de um diamante lapidado em forma de briolette. Este pedaço de gelo estabelece um diálogo com uma das peças mais ricas em memória do acervo do museu: o Alfinete de Peito com Pérolas, uma peça histórica oferecida pelo rei Vítor Manuel II à sua filha, D. Maria Pia, aquando do seu casamento com o rei D. Luís, em 1862. Tal como o alfinete real combina a opulência dos diamantes com a suavidade das pérolas pendentes, a interpretação contemporânea da artista captura a essência desse magnetismo, unindo o património histórico à efemeridade da criação atual através da pura geometria da luz.

Daniel Schär expõe três obras de diferentes cores dominantes na sua tela: amarelo, verde e vermelho. Na obra em tons vermelhos, intitulada “Litany” — que segundo o artista foi inspirada no compositor Arvo Pärt —, somos envolvidos por uma massa de vermelho intenso. Esta riqueza cromática estabelece um paralelo direto com os grandes Rubis do acervo do Museu do Tesouro Real, onde a intensidade do vermelho histórico e as suas marcas internas testemunhavam a autenticidade e o poder dinástico inabalável.
O diamante vermelho, embora não esteja presente na coleção do museu, representa o pináculo das cores de fantasia (fancy colors). É a cor mais rara de todas e, quanto mais saturada e forte for a tonalidade, mais valioso e escasso se torna o mineral. Embora o diamante verde também seja extremamente raro. Nesta simbiose entre cor, música e gemologia, encontramos uma ligação indissociável entre qualidade e beleza. O melhor exemplo desta raridade extrema é o diamante “Winston Red” (de 2,33 quilates), sobre o qual Wuyi Wang, vice-presidente de investigação e desenvolvimento do GIA, afirmou: ”Um diamante natural obter a classificação de cor vermelha de fantasia é extremamente raro. Primeiro, precisa de ter uma cor perfeita nessa gama e, depois, a saturação também tem de ser perfeita. Se for demasiado escuro, passa a preto; se for demasiado claro, passa a cor-de-rosa.”  Mas a complexidade desta obra de Schär não se fica por aqui. No centro da composição, deteta-se uma mancha amarelada que funciona como a tradução visual de uma inclusão observada através de um microscópio estereoscópico — uma 'imperfeição' na massa vermelha que mimetiza o mundo da gemologia. Embora a pureza de um diamante seja um fator comercial determinante, certas inclusões valorizam a gema pela sua beleza única ou relevância geológica, sendo precisamente através destas assinaturas da natureza que os especialistas diferenciam uma pedra natural de uma sintética. No caso específico de um diamante vermelho, uma zona amarela interna assinala, geralmente, a presença de elementos químicos como o azoto.

A obra em tons verdes de esmeralda “Underwater” exibe linhas e rasgos que se assemelham às fraturas internas de uma esmeralda. As esmeraldas são gemas notoriamente frágeis: embora apresentem uma dureza de 7.5 a 8 na escala de Mohs, as suas tensões estruturais e as generalizadas fraturas naturais dão-lhes uma tenacidade fraca. Isto torna-as propensas a lascar, estalar ou partir sob pressão — seja no uso diário ou no momento delicado da sua cravação numa joia. O Museu alberga algumas das mais impressionantes esmeraldas da joalharia europeia (como as presentes nas insígnias e placas de ordens militares). No entanto, este verde denso pode também assemelhar-se ao de um diamante verde, uma raríssima gema de fantasia (fancy color). Ao contrário da esmeralda, o diamante verde deve a sua cor a um processo extremo: a exposição prolongada à radiação natural emanada por rochas vizinhas nas profundezas da Terra, a qual altera a sua estrutura cristalina e modifica a forma como a gema absorve a luz. O Dresden Green (ou Verde de Dresden) é o exemplo histórico mais famoso no mundo deste fenómeno geológico.

Na obra onde o amarelo vivo colide com massas verdes e escuras, “What becomes clear”, a ambiguidade da cor volta a desafiar o espetador. Este campo cromático assemelha-se à gema peridoto, uma pedra idiocromática; isto significa que a sua cor verde-oliva intensa se deve à sua própria composição química elementar — pela presença massiva de ferro — e não a impurezas externas. No Antigo Egito, o peridoto era denominado a "gema do sol”, devido ao seu brilho e cor verde-amarelada vibrante, tendo sido uma das pedras favoritas de Cleópatra (cuja coleção foi, muitas vezes, confundida com esmeraldas). Um dos mais incríveis exemplos da utilização do peridoto na arte sacra encontra-se no relicário coberto de ouro do Santuário dos Três Reis Magos (Shrine of the Three Kings), na Catedral de Colónia, Alemanha.

O diálogo conceptual desta exposição materializa-se de forma exemplar na fotografia artística de Isabel Soares dos Reis. Nesta macrovisão do mundo exterior vemos o espelho da microfotografia gemológica. A sua obra pode ser interpretada, através das suas linhas geométricas e planos de luz, como visualmente o fenómeno do internal graining — as linhas de tensão e crescimento gravadas na estrutura atómica profunda de um diamante. Por  outro lado, ao capturar o rasto luminoso e fluído de uma ave em movimento contra um fundo ramificado, simula uma pena ou feather (as fraturas internas em forma de pena que habitam os minerais) como o efeito dinâmico da fotofluorescência, onde a matéria parece brilhar na escuridão ao reagir à luz. Conclui-se, assim, que quer nas profundezas geológicas de uma gema, quer na superfície de uma tela ou película fotográfica, a Luz, a Forma e a Cor operam sob os mesmos princípios universais, unindo de forma indissociável a precisão da ciência e a sensibilidade da arte.

Dulce Carvalho

Jessica Dunn

Mac Gulbenkian apresenta uma fotografia com um pavão, cujo azul contrasta com o rosa/vermelho da parede. O pavão é um símbolo de realeza, sobretudo na Índia, onde joias com este motivo eram usadas por marajás como símbolo de estatuto supremo. O azul profundo do pavão assemelha-se ao azul intenso das safiras e da opalas. O pavões possuem penas com nanoestruturas geométricas que refletem e dividem a luz, criando o fenómeno chamado iridescência. O mesmo fenómeno que acontece na madre pérola. Podendo ser observado no Museu através dos: Leques Reais e Tabaqueiras e Caixas de Rapé.

O trabalho de Maria João Vale centra-se no estudo da luz sobre duas cores primárias: o vermelho e o azul, que operam aqui como opostos cromáticos (o quente e o frio). Esta paleta remete diretamente para o magnetismo dos rubis — visível na peça Presilha de ombro/chapéu — e para a profundidade translúcida das safiras, que encontramos no Meio-adereço com estojo (medalhão e par de pingentes).  Nesta obra, “Piscina” podemos encontrar uma metáfora visual para os fenómenos óticos descritos na gemologia. Neste caso, embora o objeto retratado seja distinto de uma pedra preciosa, a forma como interage com a luz ilustra com precisão científica os conceitos de Brightness (Brilho), Scintillation (Cintilação) e Refração.

Os reflexos ondulantes da água da obra “Piscina” funcionam exatamente como o brilho e a cintilação de uma safira lapidada. Quando a luz entra numa gema através das suas facetas, ela sofre refração e reflexão interna total. O que vemos na água é uma projeção macroscópica desse fenómeno: a luz a ser dobrada, concentrada e dispersa, criando linhas de energia pura que dão "vida" à matéria escura.

A metade superior da composição desta fotografia, sob uma iluminação mais uniforme e difusa, revela claramente a estrutura geométrica estável e o padrão da rede de azulejos. No entanto, o verdadeiro dinamismo acontece quando a luz atravessa a água, sofrendo uma mudança imediata na sua velocidade e direção devido à superfície ondulante. Este processo de Refração é inteiramente análogo à forma como a luz viaja através de uma gema, sendo alterada pelo seu índice de refração (RI). Na imagem, a grelha de azulejos no fundo funciona como o "pavilhão" de um diamante, onde a luz é captada, refletida e distorcida.

É nesta distorção fluida que os elementos gemológicos ganham vida. As zonas onde a luz é devolvida de forma clara e intensa representam o Brightness — o efeito resultante da reflexão interna e externa da luz branca. Simultaneamente, o movimento da água gera um contraste dramático entre as áreas azuis intensas e as linhas brancas brilhantes que se movem e oscilam. Este jogo visual exemplifica a Scintillation, ou seja, os flashes de luz e as áreas escuras contrastantes que observamos num diamante quando a gema, a luz ou o próprio observador se movem.

O tom azul elétrico e saturado que domina a imagem evoca ainda o limite da luz visível, estabelecendo uma ponte com o famoso “Diamante Português” e o conceito de que o espectro eletromagnético inclui comprimentos de onda invisíveis, como a radiação ultravioleta responsável pela forte fluorescência azul das gemas.

Mais ainda, nesta metade inferior, a turbulência da água agem como facetas vivas que decompõem a luz em flashes. Este fenómeno evoca diretamente o conceito de Fire (Fogo) ou Dispersão, que é a separação da luz branca nas cores do arco-íris ao atravessar um meio denso. Na gemologia, este efeito é amplificado em materiais com Índices de Refração e dispersão muito elevados. É o caso da Zircónia Cúbica sintética (CZ), um simulante comum do diamante com um RI próximo de 2.150, ou da Moissanite sintética que, sendo ainda mais refrativa que o próprio diamante (RI de cerca de 2.670), exibe um "fogo" avassalador.  Os diamantes que integram a coleção do Museu exibem também uma dispersão, embora com características ligeiramente diferentes das gemas modernas devido à forma como foram lapidados. o contrário dos diamantes modernos (lapidação Brilhante), os diamantes da Coroa Portuguesa expostos no Museu apresentam lapidações antigas, como a lapidação em rosa (rose cut) ou as lapidações antigas de brilhante (old mine cut e old European cut).

Marjorie Salvagni exibe três obras da ‘Série Transmutações’, que são altamente representativas daquilo que inspira a joalharia: a simbiose perfeita entre a arte e o mundo natural. Esta simbiose encontra eco na Morfologia Estrutural de Lancelot Law Whyte, que defende que todas as estruturas vivas partilham um sistema coordenado de simetria e transformação. Sob esta perspetiva, a matéria orgânica está sempre em processo de transição (mutação) para alcançar o equilíbrio, transformando a obra num registo visível de um processo dinâmico de crescimento, mutação e coordenação interna que rege tanto a biologia como o cosmos.

Exemplo máximo deste diálogo entre a joalharia e o mundo natural é a Cartier — uma das mais prestigiadas casas de alta joalharia do mundo e criadora de peças para várias cortes europeias —, que adotou a pantera (retratada na tela flanqueada por uma exuberante flora tropical) como o seu símbolo icónico, imortalizando a força e os movimentos sinuosos da natureza em metal e pedras preciosas. Foi sobre o esplendor desta casa que o rei Eduardo VII do Reino Unido cunhou a célebre máxima: "Cartier, o joalheiro dos reis e o rei dos joalheiros”.

Numa composição de cores ricas e variadas, a obra de Salvagni harmoniza a fragilidade dos elementos orgânicos, como as pérolas (nascidas da própria vida), e a força dos inorgânicos, materializada no diamante que flutua no topo da tela. A gema surge representada no seu perfil clássico e universal de lapidação brilhante, onde se distinguem claramente a coroa, a cintura e as facetas geométricas do pavilhão que afunilam em direção à base. Esta estrutura lapidada introduz uma rigidez cristalina e simétrica que contrasta com a fluidez orgânica da vegetação envolvente. Nas pérolas, esta riqueza cromática manifesta-se através dos fenómenos de Matiz e Oriente (Overtone & Orient): o primeiro, revelando as subtis tonalidades secundárias que flutuam sobre a cor base da gema; o segundo, o seu brilho iridescente e profundo, que parece emanar do seu interior. Esta dualidade material e cromática remete diretamente para a Placa das Três Ordens Militares, uma das maiores obras-primas do acervo do museu, onde o diálogo entre o "fogo" dos diamantes e o brilho das gemas de cor dita o ritmo absoluto da luz.

No percurso desta exposição, a obra de Martin Stranka surge como um poderoso ponto de ancoragem para o fator humano — o recetáculo final onde a física da luz se transforma em emoção através da retina. Ao apresentar uma fotografia em preto e branco focada nos olhos, o artista resgata a nossa própria capacidade de testemunhar e interpretar o mundo, conectando a ciência da visão à profundidade da alma. Estes olhos, que integram uma série densa e intimista que o fotógrafo dedicou ao tema da perda, flutuam num espaço emoldurado pelo vazio absoluto de um fundo preto. Aqui, o olhar manifesta-se como um símbolo complexo, onde coexistem a afirmação, o luto e a negação. Sob a lente de Stranka, opera-se a dualidade máxima da física e da arte: o preto como a ausência absoluta de cor e o branco como a totalidade mística da luz.  No livro “Arte e Percepção Visual”, Rudolf Arnheim analisa detalhadamente o rosto humano, a anatomia e, especificamente, as representações frontais da face de Cristo por Albrecht Dürer (Christ’s Face). Arnheim explica que o olhar frontal e isolado cria uma força vetorial direta com o espetador: os olhos deixam de ser apenas anatomia biológica e passam a ser o centro puro da mensagem, agindo como um íman percetivo que exige uma resposta psicológica imediata.

Na alta joalharia, o preto ganha vida através dos diamantes pretos naturais. Curiosamente, estas gemas raras devem a sua cor opaca a inúmeras inclusões microscópicas que absorvem e retêm a iluminação, impedindo a passagem da luz natural — um comportamento físico diametralmente oposto ao do Diamante em bruto que repousa na coleção permanente do Museu do Tesouro Real, cujo brilho nasce justamente da sua transparência e refração.

O contraste estende-se também à nossa própria história cultural e social. Embora a contemporaneidade associe frequentemente o preto à simplicidade, ao luto ou ao minimalismo da moda urbana, esta cor já carregou o peso da máxima opulência. Entre os séculos XV e XVII, o pigmento preto era um dos mais caros e difíceis de obter, tornando-se o maior símbolo de riqueza, autoridade e sofisticação no seio da realeza europeia — a mesma realeza que outrora ostentou as joias da Coroa que hoje nos rodeiam. Na obra de Stranka, o preto deixa de ser apenas um plano de fundo e passa a ser, tal como no diamante negro, a presença mais densa da exposição: o lugar onde a luz se recolhe para dar espaço à memória.

Mónica de Morais cria uma obra que pulsa na perfeita harmonia entre luz, forma e cor. Na sua primeira criação, 'Passagem', a sombra surge como o elemento principal, projetada pela luz que incide sobre uma aparente 'cruz' ou um 'T' gerado pelo contraste entre o claro e o escuro. Aqui encontramos os quatro elementos fundamentais desta exposição: a sombra, a luz, a forma e a cor. A cruz é o ponto de encontro, a fronteira e a transição entre o plano horizontal e o vertical, entre o claro e o escuro.  Um formato de letra muito utilizado na joelheira desde a época medieval. Já na obra '9', que representa um cubo a desfazer-se em tons escuros, acinzentados e linhas pretas, a artista remete-nos para o sistema cristalino cúbico (ou isométrico). Trata-se da estrutura interna de gemas altamente simétricas e valiosas, evocando aqui um diamante em desconstrução, a desaparecer. Sabendo que, na estrutura do diamante, cada átomo de carbono está ligado covalentemente a outros quatro átomos de carbono dispostos nos vértices de um tetraedro regular, a artista subverte esta rigidez científica com o numero '9'. A artista utiliza assim a Forma de Distorção ou Deformação (Deformation) descrita por Arnheim, subvertendo a rigidez geométrica da estrutura atómica do diamante com o misticismo do número que a titula.

Rita Andrade apresenta uma abordagem figurativa focada nos olhos e na cor púrpura. Os olhos simbolizam aqui o próprio veículo da visão humana, o recetor absoluto sem o qual seria impossível à retina captar o jogo de luz e cor que rege esta exposição. Em paralelo, o tom púrpura confere à obra uma aura de exclusividade associada à realeza e ao clero, numa alusão direta à ametista. Esta gema, que hoje admiramos em grandes coleções históricas — como no acervo do Museu do Tesouro Real —, deteve durante séculos um estatuto de enorme preeminência na joalharia de corte e na insígnia eclesiástica. Ao colocar o olhar em confronto com o púrpura, a artista convida o visitante a resgatar a memória histórica do luxo e da devoção, transformando o ato de ver numa experiência de contemplação quase sagrada. Antes da descoberta das grandes minas no Brasil no século XVIII, a ametista era tão rara e valiosa quanto o rubi ou a safira. O roxo era a cor do poder, obtida através de processos caríssimos na antiguidade (como a púrpura de Tiro). Como as ametistas eram escassas (as principais fontes eram a Sibéria e o Egito), apenas a realeza e o alto clero as podiam financiar — daí o seu uso tradicional nos anéis dos Bispos e nas Joias da Coroa.A ametista possui um pleocroísmo uma a capacidade de mostrar cores diferentes quando vista de ângulos distintos.  No livro “Arte e Percepção Visual”, Rudolf Arnheim analisa detalhadamente o rosto humano, a anatomia e, especificamente, as representações frontais da face de Cristo por Albrecht Dürer (Christ’s Face). Arnheim explica que o olhar frontal e isolado cria uma força vetorial direta com o espetador: os olhos deixam de ser apenas anatomia biológica e passam a ser o centro puro da mensagem, agindo como um íman percetivo que exige uma resposta psicológica imediata.

Na obra de RVieira, o verde da natureza funde-se com a nobreza mineral da esmeralda. Ao capturar uma paisagem onde a luz incide diretamente sobre a vegetação, a artista transfigura o espaço, desdobrando-o em infinitas tonalidades esverdeadas. Esta conexão evoca, de forma quase mística, o próprio 'jardin' (jardim) das esmeraldas — o nome técnico dado às inclusões internas da gema que mimetizam a vida botânica —, provando que a luz, ao tocar a matéria, tem o poder de transformar paisagem em joia. A cor verde nas plantas vem da clorofila, que absorve a luz solar para gerar vida. Nas esmeraldas, o verde nasce da absorção da luz por vestígios de crómio e vanádio. A artista, ao pintar a luz a incidir na vegetação, está a replicar o exato milagre ótico que a Terra faz para colorir a gema. Já no século I, o filósofo Plínio, o Velho (o mesmo do mito da pintura) escrevia Livro XXXVII (o 37.º volume), que é dedicado inteiramente às pedras preciosas e à gemologia - "Nenhuma cor é mais agradável aos olhos. Pois, enquanto observamos outras gemas e ervas, cansamo-nos, mas a esmeralda, ao olharmos para ela, refresca a nossa visão e fatiga-se com a sua contemplação; e os gravadores de pedras preciosas, ao trabalharem nelas, não têm meio melhor de repousar a vista do que fixando o olhar nesta pedra.” Plínio, o Velho.  No caso da obra “O Galo”, estamos perante a biologia animal e não a vegetal. O galo assume uma beleza incontestável na cultura portuguesa, destacando-se a complexidade da sua plumagem e crista. A plumagem do galo, à semelhança da do pavão, exibe uma iridescência estrutural fascinante.

Quando a luz incide sobre as penas, cria um efeito visual dinâmico que, embora evocativo do fenómeno físico do pleocroísmo ou do jogo de cores típico das gemas, resulta de um processo de difração e interferência da luz na microestrutura da pena. Dependendo do ângulo de visão (simetria de observação), certas ondas de luz são canceladas enquanto outras são reforçadas, fazendo com que o galo pareça mudar de tonalidade — do azul metálico para o verde-esmeralda ou cobre.

A plumagem do galo é um exemplo perfeito de biomorfismo geométrico. Se ampliarmos a superfície de uma das suas penas, observaremos uma grelha de elementos alinhados tão rigorosamente como os átomos numa estrutura cristalina. É esta organização repetitiva que "quebra" a luz branca e nos devolve cores puras e saturadas, funcionando de forma análoga à de uma gema lapidada, cuja geometria é precisamente calculada para maximizar o seu "fogo" ou dispersão de luz.

A obra de Teymur Rustamov transita fluidamente entre o violeta e o vermelho, gerando um gradiente cromático que ecoa um fenómeno fascinante do reino mineral: o color zoning (zoneamento de cor). Esta transição, frequentemente observada em safiras e turmalinas bicolores, reflete as variações da matéria na própria tela, como se a pintura imitasse o crescimento orgânico de um cristal. Na natureza, as frentes de crescimento químico fundem-se de forma subtil, criando uma passagem impercetível onde o violeta se dissolve lentamente até se transformar em vermelho. A turmalina, considerada um autêntico camaleão mineralógico, ilustra na perfeição esta mutação: a sua transição tonal (frequentemente associada às variedades de indigolite e rubelite) ocorre devido a flutuações nas concentrações de manganês e ferro na solução hidrotermal profunda.

Esta passagem tonal reflete com precisão a visão de Lancelot Law Whyte, para quem a ausência de uma geometria rígida não significa falta de lógica, mas sim um padrão dinâmico e fluido que foi "congelado" no tempo, tal como o crescimento químico de uma turmalina bicolor profunda nascido da dialética entre as partes e o todo.

Para aprofundar este cruzamento entre Luz, Forma e Cor, convidámos um painel de especialistas de diversas áreas para partilharem a sua visão. Neste folheto, encontrará ainda material educativo e científico desenhado para enriquecer a sua experiência.
Esperamos que desfrute desta viagem única entre a exposição contemporânea e a coleção permanente do museu. Boa visita!

O Curador: Francisco Lacerda

Sobre os Artistas

Adelaide de Freitas, uma prestigiada artista contemporânea, nasceu na Ilha da Madeira e reside atualmente em Lisboa, cidade para onde se mudou há alguns anos. É uma criadora multifacetada, reconhecida não só como pintora, mas também como fotógrafa artística e poeta. A sua obra encontra-se representada em inúmeras coleções, destacando-se, em particular, a Fundação Berardo. Desde 1995 que apresenta o seu trabalho tanto em Portugal como a nível internacional.Instagram:@adelaidefreitas.20

Ana Gonçalves é uma artista contemporânea portuguesa com um percurso internacional firmado, tendo já exposto as suas obras em países como Portugal, Qatar, Espanha e Itália. A sua assinatura artística destaca-se pela criação de obras que canalizam e transmitem as energias positivas do espaço e da terra, convidando o público a uma experiência visual harmoniosa e vibrante.

Barahona Possolo (Lisboa, 1967) é um dos mais conceituados e singulares pintores contemporâneos portugueses, amplamente reconhecido pela sua mestria técnica invulgar. Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, o seu estilo funde o rigor do desenho clássico e o dramatismo do chiaroscuro barroco com uma sensibilidade marcadamente moderna, assente no realismo mágico, no surrealismo e no erotismo. A sua obra explora frequentemente a anatomia humana, a mitologia e a reintepretação de iconografias religiosas com uma subtil carga provocatória e irónica. Entre os seus maiores marcos públicos destaca-se a autoria do retrato oficial do ex-Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva (2016), exposto no Palácio de Belém, bem como várias colaborações artísticas de relevo para os CTT. Com um percurso internacional firmado desde a década de 1990, o seu trabalho está representado em prestigiadas coleções públicas e privadas na Europa e nas Américas.Instagram:@barahonapossolo

Cristina Albaker nasceu em Lisboa, Portugal. É reconhecida pelas suas pinturas abstratas de paisagens, que carregam uma impressão onírica subjacente à forma como a artista perceciona a majestade da natureza que envolve a sua realidade. Estas paisagens servem como um modelo para refletir sobre os nossos ecossistemas e sobre a beleza natural, funcionando simultaneamente como um veículo para amplificar a preocupação com a proteção do meio ambiente. Em 2003, licenciou-se pelo IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação (Universidade Europeia), em Lisboa.Instagram:@photograarte

Daniel Schär é reconhecido por suas pinturas abstratas, nas quais as cores são orquestradas com notável harmonia. Nessas três obras, o vermelho não aparece explicitamente, mas permanece essencial: sem ele, nenhuma outra tonalidade seria possível em suas composições. Residente na Suíça, Daniel Schär já expôs seu trabalho na Bélgica, Áustria, China, Coreia do Sul, Itália, Estados Unidos e Reino Unido. Suas composições coloridas irradiam força, energia e alegria de viver, evocando, ao mesmo tempo, a tensão entre a existência e o desaparecimento. Sua abordagem funde pintura e música: desde cedo, desenvolveu uma profunda conexão com o rock, Chopin e Bach. Em 1991, inspirado pelas cantatas de Bach, empreendeu um projeto monumental — pintar uma obra para cada uma das 200 cantatas — que concluiu dez anos depois. Posteriormente, foi influenciado por Arvo Pärt e pelo saxofonista de jazz Chico Freeman. Schär inventou sua própria técnica, a “Cozinha de Cores”, que consiste em misturar pigmentos de todo o mundo enquanto ouve música, permitindo que o som guie seus gestos. Seu trabalho inclui centenas de telas inspiradas no jazz, no rock e na música clássica.Instagram:@schaer.daniel

Dulce Carvalho é uma artista portuguesa que sempre compreendeu o mundo através do caleidoscópio da criatividade, oferecendo uma perspetiva estética única e diferenciadora. Desde os seus primeiros anos, a fascinação pela expressão artística levou-a a focar-se no pincel e, desde então, tem tecido um percurso criativo sem limites. No cerne da sua produção está uma introspeção profunda. Dulce mergulha destemidamente nas suas próprias experiências e emoções através de estilos abstratos, técnica mista e colagens, construindo narrativas vívidas que servem como um reflexo dos seus pensamentos e sentimentos mais íntimos.Instagram:@dulcecarvalhoatelier

Isabel Soares dos Reis é uma artista visual cujo trabalho se expressa através de uma fotografia contemplativa, delicada e rigorosa. Licenciada e pós-graduada em Psicologia pela Universidade Clássica de Lisboa, funde a técnica fotográfica com uma sensibilidade psicológica própria, dedicando-se à imagem como uma forma profunda de expressão artística. A sua formação estruturou-se na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), onde concluiu o curso de Fotografia e desenvolveu um projeto artístico continuado, complementando o seu percurso com estudos em História da Arte e processos fotográficos alternativos.

O seu olhar debruça-se sobre a quietude, o minimalismo e a valorização do jogo entre a luz e a sombra. Ao abordar paisagens, elementos naturais e naturezas-mortas, a artista transforma o silêncio, a simplicidade e a busca pela paz em reflexões visuais sobre a contemporaneidade.

Com um percurso expositivo consistente iniciado em 2019, o seu trabalho tem habitado espaços de relevo em Portugal, integrando mostras em locais como o Palácio de Galveias (2025), a Casa Museu dos Patudos e o Complexo Cultural da Levada (Tomar), além de exposições regulares na Galeria Arte Graça (entre 2023 e 2026) e na própria SNBA.

Internacionalmente, Isabel Soares dos Reis tem vindo a consolidar o seu reconhecimento através de distinções de prestígio, com destaque para a medalha de prata no concurso global Exposure One Awards ("Photographer of the Year", 2025), a seleção do projeto "Delírium" para o IMAGOLISBOA Portfolio Review e distinções por entidades como a Instanta e a Photographizemag. O seu trabalho conta ainda com uma forte presença editorial, tendo sido publicado e exposto virtualmente pela prestigiada Artdoc Photography Magazine. Em 2022, a sua visão artística foi destacada a nível nacional no programa FOTOBOX (RTP3), reafirmando o seu lugar como uma voz singular e poética na fotografia portuguesa atual. https://www.instagram.com/isabelsoaresdosreis_fotografia/

Jessica Dunn é uma artista britânica radicada em Portugal. Nascida em Londres numa família com raíces no teatro e na televisão, é filha da atriz Priscilla Morgan e do ator de comédia Clive Dunn. Embora a carreira dos seus pais tenha sido no mundo do espetáculo, Jessica seguiu o seu próprio caminho criativo nas artes visuais. Completou a sua formação base (Art Foundation) na Universidade de Kingston, em Londres, antes de se mudar para o Algarve com a sua família. Foi aí que estabeleceu o seu estúdio nas colinas de Boliqueime, onde pinta a tempo inteiro, trabalhando predominantemente a óleo. O seu trabalho é profundamente inspirado pela beleza natural do que a rodeia — a paisagem algarvia e a sua luminosa luz do sul. Cada pintura reflete, simultaneamente, uma ligação profunda ao lugar e um processo criativo intuitivo e pessoal. Jessica expõe regularmente no Reino Unido e em Portugal. As suas obras integram as coleções dos museus da Guarda e de Loulé.Instagram:@jessicadunnartist

Marc Sarkis Gulbenkian carrega um apelido indissociável da história da arte e da filantropia em Portugal. Sobrinho-neto do magnata e colecionador de arte Calouste Gulbenkian, Marc cresceu num ambiente profundamente estimulante do ponto de vista cultural e estético, entre a efervescência artística de Paris e as memórias da Diáspora Arménia. No entanto, o seu percurso foi desenhado de forma independente, construindo uma identidade artística contemporânea muito própria. Desde a viragem do século que o artista apresenta com regularidade o seu trabalho em solo português, participando em exposições individuais e coletivas em galerias de arte contemporânea, centros culturais e feiras de arte um pouco por todo o país. Além disso, mantém uma participação ativa na promoção do diálogo cultural franco-português e na preservação da memória da comunidade arménia.Instagram:@marc.s.gulbenkian

O trabalho de Maria João Vale tem colhido um amplo reconhecimento. Desde 2015 que apresenta o seu trabalho em inúmeras exposições individuais e coletivas em Lisboa, incluindo espaços de prestígio como o Museu Rafael Bordalo Pinheiro, a Sociedade Nacional de Belas Artes, a Xuventude de Galicia, o Centro Galego e a Galeria Monumental. Através destas exposições, a artista tem cativado o público com as suas imagens evocativas, oferecendo uma perspetiva única sobre o mundo através da lente da sua câmara. Para a fotógrafa, esta disciplina é mais do que uma mera competência técnica — é um meio através do qual pode explorar, experimentar e criar no domínio da sua investigação pessoal. A sua filosofia artística está enraizada numa profunda apreciação pelas diversas possibilidades que a fotografia oferece, permitindo-lhe desafiar as fronteiras da prática fotográfica tradicional e expandir os limites da sua expressão criativa.Instagram:@mariajoaovale

A prática artística de Marjorie Salvagni nasce de uma ligação profunda com a natureza e com os processos de transformação interior e espiritual do ser humano. Com um percurso multidisciplinar na infância através da dança, do piano e do teatro, a artista encontrou nas flores uma linguagem metafórica central. A beleza, a leveza e a fragilidade floral servem nas suas obras como representações visuais dos estados da alma, dos renascimentos emocionais e do encontro entre a vulnerabilidade e a força interior. As suas obras integram importantes coleções e acervos institucionais e privados, incluindo a General Label (Brasil), Fundisolo (Brasil) e a coleção particular de Michael Joop (Nova Iorque).Instagram:@marjoriesalvagni_art

Martin Stranka é um fotógrafo profissional autodidata sediado em Praga e natural da Chéquia, onde nasceu em 1984. Martin era um estudante que frequentava com esforço o curso de gestão quando a perda inesperada de um ente querido o levou a dedicar-se à fotografia como forma de terapia. Esse passatempo transformou-se numa paixão e, eventualmente, numa profissão. A sua visão distinta deste meio ocupa um espaço único de equilíbrio e serenidade, com imagens ricas e complexas que parecem captar os momentos fugazes entre o sonho e o acordar. As peças de Martin assemelham-se a fotogramas de um filme que caminha na linha ténue entre a fantasia e a realidade. O artista explora a nossa fascinação com a narrativa incompleta. Nas suas palavras: “Nestas histórias visuais deliberadamente inacabadas, procuro a fronteira entre o apelo estético e uma cena dramática.”Nos últimos anos, Martin arrecadou mais de 80 grandes prémios internacionais de fotografia em vários concursos, incluindo os International Photography Awards™ realizados em Nova Iorque, no Carnegie Hall, onde foi nomeado Fotógrafo Especial do Ano em 2022. Em 2024, o seu livro Beautiful Accidents conquistou o 2.º lugar no mesmo concurso, na categoria de Livro de Belas Artes (Fine Art Book), entre todas as obras submetidas a nível mundial. Recebeu também distinções dos Sony World Photography Awards (1.º lugar na categoria Open Creative e Prémio Nacional em 2018 e 2019), dos Annual Photography Awards (Fotógrafo do Ano, 2021) e do Prix de la Photographie Paris (Medalha de Ouro).O trabalho de Martin tem sido exibido e leiloado pela conceituada casa de leilões Christie's em Londres e Amesterdão, e as suas exposições individuais e coletivas já passaram pelas Américas do Norte e do Sul, por toda a Europa e até à Ásia. As suas fotografias foram expostas em cidades de todo o mundo, tais como Nova Iorque, Basileia, Tóquio, Londres, Miami, Paris, Praga, Hong Kong e Kiev. Entre as galerias onde o trabalho de Martin já foi apresentado contam-se a Christie's London (Reino Unido), o Danubiana Meulensteen Art Museum (Eslováquia), o Mánes Exhibition Hall (Chéquia), a Saatchi Gallery (EUA) e a SNAP! Orlando (EUA), entre muitas outras.A fotografia onírica e transportadora de Martin tem sido encomendada por instituições culturais como o Teatro Nacional de Praga e o Ballet Nacional Checo. As suas imagens foram também utilizadas por editoras de Nova Iorque para capas de romances de mistério e suspense — géneros para os quais Martin acredita que o seu trabalho é perfeito. Criou capas de livros para as maiores editoras nova-iorquinas, como a HarperCollins Publishers, Sterling Publishing e Penguin Random House, e colaborou com outras editoras de livros, editoras discográficas e artistas um pouco por todo o mundo.Instagram:@martinstranka

Mónica de Morais vive e trabalha em Cascais, Portugal. Autora de uma obra multifacetada que se centra na pintura, no desenho e na gravura, os seus trabalhos mais recentes abordam temáticas de reflexão humanitária e espiritual. Iniciou a sua formação na Sociedade Nacional de Belas Artes (1992-1997) e estudou gravura no Atelier Paiva Raposo. Desde então, tem integrado regularmente exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália e China. No seu percurso internacional, destaca-se a sua participação com obras de gravura em bienais internacionais em Kanagawa (Japão), Taipé e Formosa. O seu talento e mérito artístico estão patentes em prestigiadas coleções e instituições mundiais, encontrand-se representada no Florean Museum of Contemporary Art (Baia Mare, Roménia), no Luo Qi Modern Art Museum (Hangzhou e Qingtian, China), na Eileen S. Kaminsky Family Foundation (Nova Iorque, EUA) e na House of Arts / Hangar-7 (Salisburgo, Áustria), além de figurar em diversas coleções particulares.Instagram:@monica_de_morais_artist/

Rita Andrade é uma artista plástica e investigadora portuguesa cuja prática se caracteriza pelo diálogo entre o rigor técnico das artes visuais e o compromisso com causas político-sociais globais. Iniciou o seu percurso académico na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Pintura em 2020, tendo complementado os seus estudos técnicos com um curso intensivo de Fundamentos do Desenho na Barcelona Academy of Art, em Espanha. Movida pelo interesse no impacto social da arte, mudou-se para o Reino Unido para frequentar o Mestrado em Arte e Política na Goldsmiths, University of London. A sua dissertação final prática, focada em como a arte e a educação podem transformar a vida das crianças nas Honduras, foi o resultado de um minucioso trabalho de campo no terreno e acabou distinguida com a nota máxima da instituição.Apesar de se encontrar numa fase jovem da sua carreira, a artista conquistou já uma forte projeção pública e o reconhecimento de altas instâncias internacionais. Em 2017, pintou o retrato do fiscalista Henrique Medina Carreira — encomendado pelo Fórum da Competitividade e entregue oficialmente pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na Fundação Calouste Gulbenkian — e, no ano seguinte, assinou os retratos oficiais do Emir do Qatar, o Xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, e do seu pai. Paralelamente à criação em atelier, o seu pensamento crítico levou-a a ser oradora convidada na Universidade de Okayama, no Japão, num painel dedicado às lideranças da próxima geração mundial e à resolução de problemas globais. O impacto do seu percurso e a sua crescente relevância no panorama cultural foram publicamente consagrados com a atribuição do prémio de Melhor Artista do Ano nos New in Town (NiT) Awards.Instagram:@ritandrade_art

RVieira, nascida em 1951 em Alcobaça, Portugal, vive e desenvolve o seu trabalho artístico em Coimbra. Conciliando ao longo da vida a sua atividade no setor da enfermagem com a dedicação às artes plásticas, realizou a sua formação em cerâmica e pintura na Escola Universitária das Artes de Coimbra (EUAC). A sua prática artística estende-se por diversas disciplinas, abrangendo a escultura, as instalações, a cerâmica, a pintura, o mobiliário artístico e a conservação. Ao longo do seu percurso, enriqueceu a sua linguagem visual ao estudar e colaborar com artistas de relevo como Isabel Azevedo, António Melo, Vítor Matias e João Dixo, sendo atualmente membro da SNBA – Sociedade Nacional de Belas Artes.

Teymur Rustamov, nascido em 1960 em Baku, no Azerbaijão, é um prestigiado artista contemporâneo cuja prática se desenvolve predominantemente nos campos da escultura, da videoarte e das artes gráficas. Graduou-se pelo Azim Azimzadeh College of Art e pela Faculdade de Escultura da Academia de Arte de Tbilisi, tendo consolidado um percurso que o tornou uma figura de destaque no panorama artístico do seu país. A sua relevância internacional foi chancelada pela participação na 53.ª Bienal de Veneza, em 2009, e na 5.ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Baku.A proposta estética de Rustamov assenta na reconfiguração da realidade através do uso de múltiplos suportes e meios alternativos, que incluem a escultura, a videoarte, as paisagens sonoras, a animação audiovisual e a abstração. Inspirado por uma fusão singular que cruza a arte antiga e contemporânea, a Art Déco, a ficção científica e a música, o artista cria obras que desafiam a perceção convencional, oferecendo ao espetador uma perspetiva alternativa e profundamente original sobre o mundo real. Atualmente, o seu trabalho encontra-se representado em coleções públicas e museus estatais em Baku, bem como no Centro Cultural do Azerbaijão, em Paris.Instagram:@teymurrustamovsculptor

A História do Museu do Tesouro Real

O Museu do Tesouro Real é uma das mais recentes e importantes instituições culturais de Portugal, localizado na ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. Inaugurado em junho de 2022, o museu foi criado para acolher e expor permanentemente a extraordinária coleção de joalharia da coroa portuguesa, que anteriormente se encontrava dispersa e, em grande parte, inacessível ao público. Veja aqui 

Textos da Exposição por: Abel Pena, Álvaro Madureira Pinto, Maria José Lourenço, Rui Jorge Agostinho

ND

Obras em Exposição

Maria João ValeRita AndradeAdelaide de FreitasAdelaide de FreitasCristina AlbakerMónica de MoraisRVieiraAna GonçalvesRVieiraDaniel Schär Daniel SchärDaniel SchärMaria João ValeMaria João ValeMaria João ValeTeymur Rustamov Adelaide de FreitasBarahona PossoloMarjori SalvagniMarjori SalvagniMarjori SalvagniMarc Sarkis GulbenkianMartin StrankaMónica de Morais

Produção 

Venue Partner

Patrocinadores 

Artistas

Candidaturas apenas por convite para artistas visuais que trabalhem em pintura, desenho, gravura e fotografia. Candidaturas aqui.

Regras e Diretrizes para Visitantes

1. Horário de visita e admissão
A admissão na exposição constitui a aceitação de todas as regras e diretrizes para visitantes. Os horários de visita podem ser alterados sem aviso prévio.

2. Proteção das obras de arte
Todas as obras de arte expostas são património cultural protegido. Os visitantes não devem tocar nas obras, salvo indicação expressa em contrário.

3. Conduta
Os visitantes devem comportar-se de forma respeitosa em relação às obras de arte, artistas, funcionários e outros visitantes. Comportamentos inseguros, perturbadores ou inadequados podem resultar na remoção da exposição.

4. Fotografia
A fotografia é permitida, exceto quando indicado em contrário junto de obras específicas. O uso comercial de fotografias ou vídeos realizados na exposição é estritamente proibido sem autorização prévia.

5. Supervisão e segurança
Os visitantes entram no espaço da exposição por sua própria conta e risco. Pais ou encarregados de educação são totalmente responsáveis pela supervisão e comportamento de menores.
Segurança do museu: https://www.tesouroreal.pt/paginas/04524bee-seguranca

6. Responsabilidade
Qualquer dano causado a obras de arte, materiais da exposição ou ao espaço será da responsabilidade pessoal do visitante que o tenha causado.

7. Vendas
Os organizadores atuam apenas como facilitadores. Qualquer transação entre artistas e potenciais compradores é realizada fora do edifício da exposição.

Aviso legal
Esta exposição é regida pela lei portuguesa. Jurisdição exclusiva: Lisboa, Portugal.

Viajar para Portugal: https://www2.gov.pt/en/cidadaos-europeus-viajar-viver-e-fazer-negocios-em-portugal/viajar-para-portugal

Glossário 

Arte Ultracontemporanea - A arte ultracontemporânea é a arte do "agora absoluto", que se destaca por estar na linha de frente da inovação. Diferente da arte contemporânea tradicional, ela foca no presente imediato e é feita por uma nova geração que usa tecnologias de ponta (como inteligência artificial e realidade virtual), materiais inovadores e obras interativas para questionar os problemas mais urgentes da nossa sociedade atual de forma rápida e impactante.

Brilhante - Diamante é o material (o mineral de carbono); Brilhante é o formato (o corte redondo de 57/58 facetas). A lapidação brilhante moderna foi desenvolvida matematicamente pelo engenheiro Marcel Tolkowsky em 1919. Ela foi projetada para ter exatamente 57 ou 58 facetas posicionadas em ângulos perfeitos. O objetivo deste corte é puramente ótico: fazer com que a luz que entra pela parte superior da pedra ricocheteie nas facetas do fundo e regresse quase na totalidade aos olhos de quem a observa. Isto maximiza ao extremo os três fenómenos óticos da gema: o brilho (luz branca refletida), o fogo (a dispersão em cores do arco-íris) e a cintilação (os flashes de luz quando a pedra se mexe).

Composição química - Os tipos e as quantidades relativas de átomos que compõem um material.

Clorofila - A clorofila é o pigmento natural responsável pela cor verde das plantas, algas e cianobactérias. Contudo, ela é muito mais do que apenas uma cor: é o motor biológico que sustenta a vida na Terra. As moléculas de clorofila são excelentes a absorver a luz solar nas frequências do azul e do vermelho. No entanto, elas não conseguem absorver a frequência da luz verde. Como essa luz não é aproveitada, é refletida de volta. Os nossos olhos captam essa rejeição, e é por isso que vemos o mundo vegetal dessa cor. Clorofila a: Presente em todos os organismos fotossintéticos. Absorve melhor a luz vermelho-violeta e exibe uma tonalidade verde-azulada. Clorofila b: Funciona como um painel solar secundário em plantas e algas verdes, ajudando a captar mais luz. Exibe uma tonalidade verde-amarelada.

Cor de fantasia - Os diamantes de cor de fantasia (mundialmente conhecidos como Fancy Color Diamonds) são diamantes naturais que possuem uma cor diferente da escala tradicional (que vai do transparente ao amarelo claro). Enquanto no mercado comum o diamante mais valioso é aquele que é totalmente incolor, no mundo Fancy a regra inverte-se: quanto mais intensa, vibrante e rara for a cor, mais valiosa e cara é a gema.

Clareza - A clareza do diamante (ou pureza) é a escala que mede a quantidade, o tamanho e a visibilidade das imperfeições que a pedra possui. É um dos famosos 4 Cs (GIA) do diamante (junto com o Corte, a Cor e o Quilate). Essas imperfeições dividem-se em dois tipos: as inclusões (detalhes internos, como pequenos cristais de carbono ou fraturas que ficaram presos dentro da pedra enquanto ela se formava na Terra) e as manchas (defeitos externos na superfície, como riscos).

Cristal — Os minerais formam-se quase sempre como cristais. Um cristal é uma matéria sólida com átomos dispostos num padrão regular, repetitivo e tridimensional chamado estrutura cristalina, ou retículo cristalino. Este padrão, invisível a olho nu, é conhecido como estrutura cristalina (ou retículo cristalino) e é ele que dita as propriedades físicas e o formato externo da gema. Importante não confundir: No comércio e na linguagem do dia a dia, a palavra "cristal" é muitas vezes usada de forma errada para descrever objetos de vidro. O chamado "cristal Swarovski", por exemplo, não é um cristal natural, mas sim um vidro industrial de altíssima qualidade e brilho, fabricado pelo homem. Da mesma forma, os "cristais" de taças e copos são apenas vidro comum com adição de chumbo. Um cristal autêntico é sempre uma obra da natureza com uma estrutura atómica organizada, enquanto o vidro é um material artificial e sem organização interna.

Diamante Português - O Diamante Português (Portuguese Diamond) é um dos diamantes históricos mais famosos do mundo, célebre pela sua cor única, tamanho impressionante e por uma característica ótica extraordinária. Trata-se de um diamante de 127,01 quilates, com uma lapidação esmeralda modificada (em formato octogonal). 

A sua maior particularidade é possuir uma fluorescência azul extremamente forte. Sob a luz solar direta (que contém raios ultravioleta), o diamante emite um brilho azulado tão intenso que a pedra parece ter uma névoa ou um aspeto "leitoso", mudando completamente de cor à luz do dia. Em luz artificial, exibe uma cor amarelada muito clara.

O nome deve-se a uma lenda antiga que dizia que a pedra tinha sido descoberta no Brasil no século XVIII e levada para a Coroa Portuguesa. No entanto, investigações modernas provaram que o diamante foi, na verdade, descoberto na África do Sul (na mina de Premier) no início do século XX. O nome "Português" ter-se-á tratado de uma estratégia de marketing de um comerciante para dar um misticismo real à pedra.

Dispersão - A dispersão é o fenómeno ótico que acontece quando a luz branca (como a luz do Sol) entra numa gema e se divide em todas as cores do arco-íris. Em termos simples, é o que no mundo da joalharia chamamos de "fogo" do diamante.

Elemento químico - Uma substância que consiste em átomos de apenas um tipo.

Espectro eletromagnético - O Espectro Eletromagnético é a distribuição de todas as ondas eletromagnéticas existentes, organizadas de acordo com a sua frequência e energia. Em termos simples, é o mapa de toda a "luz" do Universo, embora os nossos olhos apenas consigam ver uma pequeníssima parte dele.

Escala de Mohs - A Escala de Mohs é uma tabela de 1 a 10 que mede a dureza dos minerais, ou seja, a sua resistência a serem riscados. Criada pelo mineralogista Friedrich Mohs em 1812, consiste em saber se um mineral com número mais alto consegue riscar todos os que estão abaixo dele. O ponto de partida é o Talco (grau 1), que é tão macio que se risca com a unha, e o topo absoluto é o Diamante (grau 10), o material mais duro da natureza, que só pode ser riscado por outro diamante.

Fluorescência - A fluorescência é a capacidade que alguns materiais têm de emitir luz visível apenas enquanto estão a ser iluminados por uma fonte de energia, geralmente a luz ultravioleta (UV). Nas gemas, este fenómeno é muito comum e serve como uma ferramenta de identificação. Cerca de 30% dos diamantes, por exemplo, emitem um brilho azulado quando expostos à luz UV. Outro caso famoso são os rubis naturais, que muitas vezes brilham com um vermelho néon intenso sob luz negra devido à presença de crómio na sua composição.

Fosforescência - A fosforescência é a capacidade que alguns materiais têm de absorver a luz e continuar a brilhar no escuro, mesmo depois de a fonte de luz ter sido apagada. Nas gemas, a fosforescência é um fenómeno raro e fascinante. O exemplo mais famoso do mundo é o Diamante Hope: depois de ser exposto à luz ultravioleta, este diamante azul continua a brilhar com uma cor vermelha intensa e fantasmagórica durante vários segundos no escuro total.

Forma Geométrica vs. Forma Orgânica; a Forma de Orientação (Spatial Orientation); o "Método Egípcio" ou Forma de Aspeto Puro (Orthogonal Form); a Forma de Sobreposição (Overlapping Form); a Forma de Distorção ou Deformação (Deformation); e a Forma de Contraste Figura-Fundo (Figure-Ground).

Gemologia - A gemologia é o ramo da geologia que estuda cientificamente as pedras preciosas (gemas).

Gema - Para ser uma gema, um mineral deve ser belo, durável e raro. Gemas sintéticas não são minerais porque são cultivados em laboratório, em vez de na terra. Algumas outras gemas — como pérola, coral, âmbar e marfim — são produzidas por organismos vivos, o que significa que são orgânicas.

(RI) índice de refração - O Índice de Refração (IR) é uma propriedade ótica que mede a redução da velocidade da luz ao entrar numa gema em comparação com o ar, funcionando como uma "impressão digital" única para cada mineral. Como cada gema desvia a luz de forma específica, os gemólogos utilizam um refratómetro para medir este valor exato (como 2,42 para o diamante ou 1,57 para a esmeralda), tornando o IR um método eficaz e seguro para identificar e distinguir gemas verdadeiras de imitações ou vidros. O vidro comum tem um IR baixo, geralmente em torno de 1,50, o que significa que ele desacelera e desvia muito pouco a luz, resultando num brilho fraco e sem "fogo". Em contrapartida, gemas verdadeiras têm índices de refração muito mais altos e específicos (o rubi tem 1,76 e o diamante tem 2,42), fazendo com que a luz sofra um desvio violento lá dentro e regresse aos olhos com aquele brilho intenso e colorido característico.

Idiocromática - Uma gema é idiocromática quando a sua cor nasce da sua própria estrutura química principal, funcionando como uma assinatura cromática única e imutável daquela espécie mineral. Por outro lado, as gemas alocromáticas são totalmente incolores na sua forma pura e só ganham cor quando "impurezas" ou elementos químicos adicionais (trace elements) entram na sua estrutura de forma acidental durante o crescimento do cristal.

Iridescência - Iridescência é o fenómeno ótico onde uma superfície muda de cor dependendo do ângulo de visão ou da luz. Comum na Obsidiana de Fogo, Ágata de Fogo, Madrepérola e Amolita.

Joalharia - É a arte, a indústria ou o produto final de criar peças ornamentais para o corpo (como anéis, colares, brincos ou coroas). Uma peça de joalharia combina metais preciosos (ouro, platina, prata) com o trabalho de design, cravação e manufatura humana.

Labradorescência - A labradorescência é um fenómeno ótico dinâmico e exuberante que ocorre no interior de certas gemas, caracterizado pelo aparecimento de clarões intensos, elétricos e metálicos de cor quando a pedra é movimentada sob uma fonte de luz. Ao contrário de outros minerais cuja cor provém de pigmentos químicos, a labradorescência é uma cor estrutural. Ela resulta de um fenómeno físico chamado interferência em película fina: o mineral é composto por camadas microscópicas alternadas e paralelas; quando a luz penetra na gema, ela rebate repetidamente entre estas lamelas internas, sendo filtrada e refletida de volta para o olho humano sob a forma de um clarão luminoso e cortante. Comum nas gemas Labradorite e Espectrolite.

Lapidação em rosa - É um corte antigo e romântico onde a gema tem uma base totalmente plana e o topo elevado em forma de cúpula facetada, lembrando as pétalas de um botão de rosa a abrir.

Lapidação brilhante - É o corte moderno mais famoso e redondo do diamante, projetado cientificamente com 57 ou 58 facetas para refletir o máximo brilho e fogo possíveis quando a luz entra na pedra.

lapidado em briolette - É um diamante ou gema em formato de gota, totalmente coberto por pequenas facetas triangulares ou geométricas em toda a sua volta, não tendo uma base plana (parece uma lágrima facetada).

Lapidações antigas de brilhante (old mine cut e old European cut) - As lapidações Old Mine e Old European são formatos antigos de diamantes feitos totalmente à mão, caracterizados por serem mais "gordinhos", terem uma base profunda, a ponta de baixo (o cútis) plana e terem sido desenhados para brilhar à luz das velas; a diferença simples está no formato, sendo que a Old Mine Cut é quadrada com cantos arredondados (como uma almofada) e a Old European Cut é perfeitamente redonda.

“Pavilhão" de diamante - Na lapidação de um diamante, o pavilhão é a metade inferior da pedra, ou seja, a parte que fica abaixo da linha da cintura (a parte mais larga) e que termina na ponta afiada de baixo (o cútis). O pavilhão funciona como um "espelho": o seu único objetivo é refletir a luz que entra pela parte de cima do diamante de volta para os seus olhos, garantindo o brilho máximo da gema.

Pendente - Na joalharia, um pendente é qualquer peça decorativa (como uma pedra, medalha ou amuleto) feita para ser pendurada numa corrente ou num colar. É o elemento principal que fica suspenso e brilha no centro do peito.

Psicologia da Gestalt - A Psicologia da Gestalt é uma teoria que estuda como a nossa mente percebe as coisas. O seu princípio básico é: o nosso cérebro não vê o mundo em bocadinhos isolados, mas organiza tudo em formas completas.

Pleocroísmo - é um fenómeno ótico no qual um cristal ou gema exibe cores ou tonalidades diferentes quando é observado de ângulos distintos. Não se trata de uma ilusão de ótica da superfície, mas sim de uma propriedade física real da estrutura interna da pedra. Na iridescência, as cores do arco-íris "flutuam" e mudam dinamicamente na superfície devido à reflexão em microcamadas internas (como na opala ou na madrepérola). No pleocroísmo, as cores são fixas e profundas; elas pertencem à própria massa da gema. A cor muda de forma limpa e previsível consoante o ângulo geométrico em que o observador se posiciona

Quilates - O quilate é a unidade de medida da joalharia que assume dois significados diferentes: nas gemas, indica o peso da pedra (onde 1 quilate equivale a 0,2 gramas); já no ouro, indica a sua pureza, sendo que o ouro puro tem 24 quilates e o ouro de 18 quilates, por exemplo, é uma liga com 18 partes de ouro e 6 de outros metais.

Fenómeno (ou fenómeno ótico) na Gemas - No primeiro grupo, focado na fragmentação da luz em cambiantes de arco-íris, destaca-se a Iridescência, que exibe cores intensas e acetinadas em materiais como a obsidiana de fogo, a ágata de fogo, a madrepérola e a amolita. Muito próximo deste efeito encontra-se o Jogo de Cores (Play-of-Color), que se diferencia por apresentar tonalidades de arco-íris em constante movimento e mutação, sendo o traço de identidade da opala preciosa e da ágata íris.

Um segundo bloco reúne os fenómenos caracterizados por brilhos internos e fulgores difusos. A Aventurescência manifesta-se através de um centelhar cintilante e rítmico, cujo exemplo máximo é a pedra do sol. Por sua vez, a Adularescência evoca uma luminosidade suave e mística que imita o brilho da lua, uma particularidade exclusiva da pedra da lua. Quando este fulgor se transforma em clarões intensos de azul ou verde — revelando por vezes nuances de dourado, laranja ou violeta —, dá-se o nome de Labradorescência, um fenómeno exuberante observado na labradorite e na espectrolite. Já no reino orgânico das pérolas, a presença de uma cobertura iridescente, que pode ser monocromática ou multicolorida, é designada como Matiz e Oriente (Overtone & Orient).

Por fim, existem os fenómenos que organizam a reflexão da luz em linhas e geometrias definidas sobre a superfície polida da gema. A Chatoiância (conhecida popularmente como Olho de Gato) concentra a luz numa linha única e nítida que atravessa a pedra de uma extremidade à outra, sendo muito apreciada no crisoberilo, no olho de tigre e em certas turmalinas. Sob o mesmo princípio físico, mas com uma organização estrutural diferente, o Asterismo distribui a luz num padrão simétrico em forma de estrela, conferindo uma aura sagrada e rara a exemplares como a safira estrela, o rubi estrela e a granada estrela.

Metamerismo - O metamerismo é um fenômeno óptico que ocorre quando duas cores parecem idênticas sob uma determinada fonte de luz, mas parecem completamente diferentes quando a luz muda. Esse conceito é fundamental em áreas como a gemologia, a arte, o design de interiores, a moda e a indústria automotiva.

Mineral - Uma substância natural e inorgânica, com uma composição química característica e, geralmente, uma estrutura característica.

Minerais amorfos - Enquanto a maioria dos minerais se organiza em padrões geométricos perfeitos e repetitivos (os cristais), as substâncias amorfas não têm uma estrutura interna organizada.

Plínio, o Velho - Caio Plínio Segundo (Gaius Plinius Secundus; 23–79 d.C.), universalmente conhecido como Plínio, o Velho, foi um naturalista, militar e polímata romano que personificou de forma singular a simbiose entre o cientista e o artista. Na sua monumental obra Naturalis Historia, Plínio deixou uma marca indelével em dois mundos aparentemente distintos. No Livro 35, oferece-nos o mito fundador da pintura ocidental ao afirmar que a arte da representação começou com o gesto primordial de circunscrever a sombra de um homem através de linhas ("omnes umbra hominis lineis circumducta"). Para Plínio, a arte não nasce da cor pura, mas sim da tensão entre a luz e a ausência dela. Embora a moderna historiografia da arte aponte as contradições e o caráter metafórico desta génese, a ideia da linha que recorta a luz e a sombra permanece como uma das mais poderosas fundações conceptuais da imagem. O contorno da sombra serve para fixar a imagem de alguém que já não está lá. Paralelamente, no Livro 37 — inteiramente dedicado às pedras preciosas —, Plínio estabelece as bases da gemologia moderna, assinando o mais importante tratado antigo sobre gemas. Ele surge, assim, como a figura tutelar perfeita para esta exposição, lembrando-nos de que a busca pela cor e pela luz une, desde a Antiguidade, a tela do pintor ao coração da gema.

Presilha de ombro - É uma peça de joalheria estruturada desenhada especificamente para prender no ombro de um vestido ou paletó. Elas funcionam como um broche de alta costura que dita o caimento do tecido, muito comum em vestidos de gala ou figurinos históricos.

Rocha - Um material natural composto por massas de cristais minerais de um ou mais tipos.

Refração - Nas gemas (pedras preciosas), a refração é um dos conceitos mais importantes da gemologia, pois é a principal responsável pelo brilho, pelo "fogo" e pela beleza da pedra, além de ser o método número um para identificar se uma gema é verdadeira ou falsa.

Retina - A retina é uma camada fina de tecido nervoso localizada na parte mais interna e posterior do olho (no fundo do olho). Ela funciona de forma muito semelhante ao sensor de uma câmara fotográfica digital ou à película de um antigo filme. A sua principal função é transformar a luz em imagens para que o cérebro as possa interpretar.

Zoneamento de cor - O zoneamento de cor (ou color zoning) é um fenômeno visual que ocorre quando uma única pedra preciosa apresenta áreas com cores ou intensidades de cor visivelmente diferentes em seu interior. Em vez de ter uma cor perfeitamente homogênea, a gema exibe faixas, listras ou setores de tonalidades distintas.

Bibliografias 

ARNHEIM, RudolfArte e Percepção Visual: Uma Psicologia da Visão Criadora.

GIA (Gemological Institute of America)Gems & Gemology / Gem Encyclopedia. Carlsbad: GIA, 2026. Disponível em: https://www.gia.edu.

PLÍNIO, o Velho (Gaius Plinius Secundus)História Natural (Naturalis Historia). Livro XXXVII: Gemas e Pedras Preciosas. 

STEVENSON, StellaChromaphilia: The Story of Color in Art. London: Laurence King Publishing, 2017.

STOICHITA, Victor I.Uma Breve História da Sombra. Lisboa: Relógio D'Água, 1999.

WHYTE, Lancelot Law (Org.)Aspects of Form: A Symposium on Form in Nature and Art.

Créditos

Organização, Produção: United State Of International Artists
Comunicação: United State Of International Artists e Parceiros
Apoio técnico: United State Of International Artists
Textos: Abel Pena, Álvaro Madureira Pinto, Maria José Lourenço, Rui Jorge Agostinho, United State Of International Artists
Curador: Francisco Lacerda
Design gráfico: United State Of International Artists
© de imagens, textos e traduções

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LISBOA, 25/05/26 – O Museu do Tesouro Real, no Palácio Nacional da Ajuda, apresenta a partirde 12 de setembro de 2026 a exposição  “Luz, Forma e Cor”

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Onde?

Palácio Nacional da Ajuda – Museu do Tesouro Real

Palácio Nacional da Ajuda, Calçada da Ajuda, 1300-012 Lisboa

Curador de contacto: Francisco Lacerda – info@usia.co.uk
Equipa USIA: lisbon@usia.co.uk
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A História do Museu do Tesouro Real

O Museu do Tesouro Real é uma das mais recentes e importantes instituições culturais de Portugal, localizado na ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. Inaugurado em junho de 2022, o museu foi criado para acolher e expor permanentemente a extraordinária coleção de joalharia da coroa portuguesa, que anteriormente se encontrava dispersa e, em grande parte, inacessível ao público.